Quilombos - Connor Mason

Mostrada em cima é uma foto tirada no Quilombo Kaonge. Pode ver aqui uma parte do processo de produzir dendê, um tipo de azeite tradicional no nordeste do Brasil e partes da África também. O processo de criar é tedioso e meio exaustivo; por referência, o ferramento que é mostrado no fundo da imagem, o pilão, estava  cheio pela metade com a fruta (também chamada dendê) e depois de processar só vai criar algumas gramas do azeite. Ainda, as pessoas no quilombo continuam fazendo dendê junto com outros produtos tradicionais. De uma maneira, tudo isso é pela conservação de tradições, um aspeto importante do papel do quilombo na época moderna, mas parece para mim um tipo de metáfora também. Quilombos sempre têm lutado para preservar uma maneira de vida que o governo, diretamente ou indiretamente, tem tentado destruir. Como o dendê, pode ser uma dificuldade para conseguir tão pouco na sua vida, mas ainda o povo continua a lutar. 

Mas, por que? Por que continuar a lutar? Eu não posso falar no lugar das pessoas que moram nesses quilombos, mas eu posso adivinhar. Me parece que seja um espaço de proteção. O quilombo agora serve o mesmo papel como sempre servia como compartilhar recursos entre os moradores e dar ajuda para quem na comunidade precisa. Também talvez a existência do quilombo agora seja uma forma de resistência mesmo. O povo continua a fazer as mesmas coisas que sempre tem feito, apesar de seu estilo de vida não é dado a mesma assistência que as outras partes da sociedade são dadas. Lute para o que você acredita até os outros também aceitarem.

 

Comentários

  1. Connor, eu gostei muito que você mencionou como a comunidade se ajudam entre si mesmos porque os obstáculos que enfrentam são inevitáveis, vários, e difíceis. Com certeza a luta deles é muito importante para a progressão desses espaços.

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